O presidente da Javier Milei, da Argentina, declarou que “ou você está do lado do bem ou do lado do mal” ao comentar a crise política na Venezuela e a recente ação dos Estados Unidos no país vizinho. Milei afirmou também que a Argentina está pronta para ajudar na transição política venezuelana rumo a um governo considerado “livre e democrático”.
Posicionamento firme após captura de Maduro
As declarações foram publicadas nas redes sociais e reafirmadas em entrevistas às agências internacionais após a operação militar dos EUA que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Milei elogiou a ação americana e ofereceu apoio político à transição, dizendo que a Argentina saúda a queda do que chamou de “ditadura narcoterrorista” e está “lista para ajudar em uma Venezuela livre, democrática e próspera”.
Durante sua mensagem, Milei reforçou seu discurso ideológico ao afirmar que não existem “meias tintas” na crise: “Aqui não há cinzas: ou se está do lado do bem ou do lado do mal”. Para ele, os países que não defendem “a causa da liberdade” acabam “fazendo parte do problema e não da solução”.
Crise venezuelana e apoio à intervenção
O posicionamento de Milei segue o alinhamento aberto do governo argentino com as ações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que sua administração assumirá temporariamente o controle da Venezuela após a captura de Maduro, planejando uma transição política futura.
A postura de apoio de Milei aparece em contraste com líderes de outros países da região. Enquanto Argentina mostrou respaldo à pressão americana, governos vizinhos como o do Brasil criticaram a intervenção, classificando-a como uma violação da soberania venezuelana e um risco à estabilidade regional.
Repercussões e possíveis implicações
Analistas políticos destacam que a oferta de ajuda argentina para a transição venezuelana terá significados tanto diplomáticos quanto estratégicos, sinalizando um alinhamento ideológico com Washington e uma crítica aberta aos governos de esquerda na região. Milei já havia se posicionado anteriormente como crítico duro do regime chavista de Maduro, inclusive chamando-o de ditadura e defendendo uma mudança de governo facilitada por pressões internacionais.
O que isso pode significar para a Venezuela e a América Latina
A manifestação de Milei pode reforçar a polarização política continental sobre a crise venezuelana, com algumas nações apoiando transições democráticas sob supervisão externa, e outras defendendo estrita soberania e resoluções internas. Em meio ao cenário pós-captura de Maduro, a disposição argentina em ajudar a transição pode influenciar conversas diplomáticas e iniciativas multilaterais nos próximos dias.








