A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta semana que o país “não será colônia de ninguém”, em referência direta aos Estados Unidos. Em discurso com forte tom nacionalista, a dirigente também exigiu o que chamou de “libertação” do presidente Nicolás Maduro, numa alusão às sanções econômicas, bloqueios financeiros e pressões diplomáticas impostas por Washington e aliados.
Segundo Rodríguez, as medidas internacionais representam uma tentativa de interferência direta na soberania venezuelana. “A Venezuela é um país livre, independente e com autodeterminação. Não aceitaremos imposições externas nem tutelas estrangeiras”, declarou, durante evento oficial em Caracas, transmitido por emissoras estatais.
Críticas às sanções e discurso de soberania
A vice-presidente afirmou que as sanções econômicas impostas ao governo Maduro impactam diretamente a população, dificultando o acesso a recursos financeiros, medicamentos e investimentos internacionais. Para ela, tais medidas fazem parte de uma estratégia de “asfixia econômica” com o objetivo de enfraquecer o governo central e provocar instabilidade política interna.
Rodríguez voltou a defender que Maduro é alvo de uma “prisão política internacional”, sustentada por decisões e restrições externas que limitariam a atuação do chefe de Estado no cenário global. O governo venezuelano insiste que essas ações violam o direito internacional e a soberania dos povos.
Relação tensa com Washington
As relações entre Venezuela e Estados Unidos seguem marcadas por tensão há anos. Washington não reconheceu a legitimidade de eleições passadas, impôs sanções a autoridades e setores estratégicos da economia venezuelana e mantém discurso crítico ao governo Maduro. Caracas, por sua vez, acusa os EUA de promoverem ingerência política e econômica no país.
Apesar de sinais pontuais de diálogo em períodos recentes, as declarações da vice-presidente indicam um novo endurecimento retórico, especialmente diante do cenário político regional e internacional.
Repercussão internacional
As falas de Delcy Rodríguez repercutiram em diferentes países da América Latina, reacendendo debates sobre soberania, sanções econômicas e o papel das grandes potências na política regional. Analistas apontam que o discurso também busca fortalecer a base interna do governo venezuelano, em meio a desafios econômicos persistentes e pressões externas contínuas.
Para o Portal Araguaia, o episódio evidencia que a crise venezuelana permanece como um dos principais focos de tensão geopolítica do continente, com reflexos diretos nas relações diplomáticas, econômicas e políticas da América do Sul.








